Pra começar, cada coisa em seu lugar e nada como um dia após
o outro... Não, não era isso. Isso é uma música do Tiago Iorc.
Eu deveria ter começado pelo começo, né, que seria
cronologicamente mais sensato, mas até o tempo parece perder um pouco do
sentido no começo da maternidade.
A experiência tem sido tão intensa que eu precisava
extravasar de alguma forma e escrever é sempre minha melhor solução.
Drummond mesmo já aconselhava isso a sua filha, Maria Julieta.
"Escreva minha filha, escreva. Quando estiver
entediada, nostálgica, desocupada, neutra, escreva. Escreva mesmo bobagens,
palavras soltas. Experimente fazer versos, artigos, pensamentos soltos.
Descreva, como exercício, o degrau da escada do seu edifício (saiu um verso sem
querer). Escreva sempre, mesmo para não publicar. E principalmente para não
publicar. Não tenha a preocupação de fazer obras primas; que de a muito já
perdi, se é que um dia a tive. Mas só e simplesmente escrever, se exprimir,
desenvolver um movimento interior que encontre em si próprio sua
justificação..."
E quem sou eu pra contestar, não é mesmo?
Aqui tentarei, sempre que possível, contar um pouco dessa
minha história de mãe, que começou em agosto desse ano.
Algo bem verdadeiro. Ora com firula, ora nu e cru.
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