quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Foi assim...


Pra começar, cada coisa em seu lugar e nada como um dia após o outro... Não, não era isso. Isso é uma música do Tiago Iorc.

Eu deveria ter começado pelo começo, né, que seria cronologicamente mais sensato, mas até o tempo parece perder um pouco do sentido no começo da maternidade. 

A experiência tem sido tão intensa que eu precisava extravasar de alguma forma e escrever é sempre minha melhor solução.

Drummond mesmo já  aconselhava isso a sua filha, Maria Julieta.

"Escreva minha filha, escreva. Quando estiver entediada, nostálgica, desocupada, neutra, escreva. Escreva mesmo bobagens, palavras soltas. Experimente fazer versos, artigos, pensamentos soltos. Descreva, como exercício, o degrau da escada do seu edifício (saiu um verso sem querer). Escreva sempre, mesmo para não publicar. E principalmente para não publicar. Não tenha a preocupação de fazer obras primas; que de a muito já perdi, se é que um dia a tive. Mas só e simplesmente escrever, se exprimir, desenvolver um movimento interior que encontre em si próprio sua justificação..."

E quem sou eu pra contestar, não é mesmo?

Aqui tentarei, sempre que possível, contar um pouco dessa minha história de mãe, que começou em agosto desse ano.

Algo bem verdadeiro. Ora com firula, ora nu e cru.

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